MEU QUERIDO.
Fugi de casa hoje. Pela manhã. Acho que nosso relacionamento acabou há anos. Depois que vi você com a vendedora de produtos de beleza.
Maldita vendedora... Desejo que os produtos causem uma alergia incontrolável. Quando á vejo, penso que é um palhaço e que o circo chegou á cidade.
Mas preciso pensar em mim de agora em diante.
Se você está com ela, fique bem... Mas eu já fui. Deixei de te amar há muito tempo. Você começou engordar, tornou-se relaxado e fútil. Encontro lixo por toda a casa!
Sinto saudades de quando tu tinha 30 anos. Quando saiamos para beber, e aturávamos juntos as dores do dia seguinte. Começamos isso cedo. Quando eu tinha quase 15 anos, você, era mais velho.
Conseguimos vencer a fúria de minha mãe, mas pouco á pouco você conquistou o coração dela.
Estou relatando nossa vida. Para que todo esse tempo não passe em branco, sem uma "recapitulação".
Saiba que guardo todos os momentos em minha grande memória.
Desvendei cedo o maldito bar. Os seus amigos inúteis. E a vida que há longe deste centro burguês;
Saiba querido que não me arrependo de nada! Que todo aquele tempo de visitas, e de esperas para te encontrar nos estudos, foi tão delicioso.
Entenda, que sou ciumenta. E que não há razão em ficar brigando por uma vendedora de cosméticos. Ah, vida.
Encontrasse para te sustentar, uma garota mais jovem... Tu já está indo...
Senhor...
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Lembra da noite, em que compraste a bebida mais cara do bar da esquina?
E que saímos para beber no banco da praça?
Esta foi a noite mais dolorosa e divertida ao mesmo tempo. Espero que não realize esses planos com ela.
Pois é só nosso.
Nossa ultima conversa... Pois estou indo para longe... Muito longe. Preciso afogar as magoas. Escrevo esta carta no mesmo bar. Deixei aqui, a continuação.
DE SUA ETC...
ELIZABETH BENNET
hehe! boa Sheila!! está se afinando! prossiga.. avante.. demo via.. let's go! que tal a tal oficina literária?? beijos minha drugge!
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