sábado, 29 de outubro de 2011

Pausas e vírgulas de um pequeno.

Sou forte, sou grande, mas com você... Sou mais indefesa possível. Você está aqui, ali, em todos os lugares. Lembro de todas as coisas que disse, que faz. Eu gosto disso. A verdade está em mim, em nós.


Agora, Preciso de você aqui, perto, longe, mas preciso.







* Para ninguém..








sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Em algum lugar do tempo.

*Lentamente as lágrimas escorrem. Tento não te questionar, pois descobriu o que é melhor, ou não.




Saio caminhando por obrigação. Meu coração não sente mais a felicidade necessária. Não sou mais humana, há uma infecção em mim que me leva a procurar no vácuo uma esperança para sobreviver, mas nada encontro. Chuto pedras no caminho e devastada relembro frases que marcam minha história. Você não chega, vejo as escadas vazias. Uma musica toca e penso em ser impossível, já não sou mais tão importante e excepcional, todas as informações que chamavam atenção sumiram. Penso em mudar e transformar minha vida em um caos por um tempo.
Desejo sofrer mais, eu mereço. Estou dividida. Poderia eu entrar em uma guerra?
Assim deixo este lugar e olho para todos os cantos, procuro vestígios de sangue pelo local. Nada.
Estou sangrando ou é impressão minha? Meu sangue não tem cor nem sabor. É impuro. Como a prata para milionários. Não fui nada e nada serei. Agora não tenho mais especialidades. Atração e desejo. Vamos bater palmas para a negação. Uma criação que faz mal e é acompanhada por demasiado risco. Enfim caminhamos juntos em algum lugar do tempo, nos sentamos em um bosque com cheiros viciantes. Entre um abraço e outro, rimos de uma pulseira branca. “Ela deu certo, ele diz." Lemos juntos poemas adoráveis. As risadas param. Cautela!

Tudo branco. Descobrimos que ela caiu no chuveiro, sentou em um canto e cortou os pulsos. Disse que em algum lugar do tempo era feliz, desejava pular essa parte de desgosto.
Sempre foi dramática, tinha problemas. Quem seria feliz ao seu lado?! Assim evitou problemas ao marido, essa menina poderia fazer qualquer coisa. Deixou algumas coisas pra ti, vamos ver?
Era uma pulseira branca, foi arrancada antes de ir ao chuveiro. Precisava de espaço para as laminas perfurarem corretamente o local. Como um tiro certeiro no coração. É rápido. Simples. Fácil e longe de todos os ideais. É original.


Eles eram originais e problemas. Todos tem. " Mamãe, não quero ser prefeito. Pode ser que eu seja eleito. E alguém pode querer me assassinar..."


E as oportunidades evaporam de nossas mãos, os grãos de areia separados, a dor momentânea e o amor eterno.







- Para Atena, sua frase deu impulso para a realização deste lamento literário.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Medo.

* Em um dia desses, quando percebi que deveria te contar... Algo parecia importante pra mim, mas foi tratado com tanta ridicularidade por ti.

Um dia somos dois, outro um só. Sou tão diferente que vou passar meu fim de semana na floresta.
Qual a coisa mais importante para mim? Uma menina que não tem nada por ai. Que vive da dor e dos momentos de felicidade... Precisa dele, que tanto tem, em compromissos, vida e bem estar" mas diante de nós nada importa. Não trata as coisas com delicadeza, e ri, RI! Da intimidade dela. Agora, nada vai restar...
Ela pede perdão por ser uma pedra no caminho, de estar sempre atrasando a vida e os compromissos. Com seu MEDO, SEU TERROR PESSOAL.
Pedra, saco de nada.
É a vida dela, onde não sabe se é o ou não. Se o tem, ou não. Ela chora, idiota. PARE COM ISSO! Não saia por ai, e chore por dor;

Me largue.

* Para o pouco tempo de ódio em que foi produzida esta obra. I'm OK. I miss u.

Ele não tem reações, mas percebe que quero. Abraço com força e sou deixada, sim, "me largue, me largue". Saio caminhando rapidamente, com lágrimas nos olhos e tristeza. Adeus lugar devastador. Correndo pelas ruas.
"As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar." (Leonardo da Vinci).
Assim, caminho pelo sol quente que queima minhas lágrimas. Não sei me controlar, irritante ao máximo, preciso de você aqui.
Deixo a cidade o mais rápido possível, quero apagar esse ato de minha vida. Entro em um beco sem saída e deito no chão, as lágrimas não param. Chega Fernando. Entro em desespero.

*

Me pergunto o que realmente está acontecendo.
Essas lágrimas não são minhas. Fiz curso de teatro durante muitos anos e nem sei quem eu sou. Meus dias passam e até hoje não sei quem é aquela garota, ela deu os lábios, mas por quê?
Antes, depois, agora. Pessoas diferentes em um mesmo corpo. Chego a pensar em bipolaridade! Minhas risadas e meus atos são deveras falsos. Hoje não fui eu mesma. "Cuidado com as palavras de baixo calão".
Hoje fui você.
Estou buscando minha verdadeira pessoa que ficou trancada em algum lugar e não tem mais como sair. Deixou toda sua vida em um contado e em todas as coisas alegres que disse.
A pessoa obscura, que pode ser forte e calma. Mas com ele por perto, precisa de algo mais.
“Largue-me, me largue, me largue agora.”
O ódio chegou a uma velocidade e em uma escala sem precedente, será difícil perdoar algo em que afundei minha cabeça e meu coração.
- Não vê quanto eu preciso de um espírito aqui?!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Fernando volta, quer a relação.

* Eles se amam, todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. *

Assim, quando acordou percebeu que Fernando continua o mesmo. E o homem ao lado?
Quem é Fernando, quem é o homem da mesa ao lado? Como Fernando se veste? Como é a voz de Fernando?
Por um dia, ela esperou Fernando, mas ele não apareceu, ela vai abraça-lo. Mas sente que há algo errado, como está Fernando?!

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Homem da mesa ao lado.

As minhas pupilas se dilataram. Via como desejava, somente o que queria.
Meu mundo girou, percebi que havia bebido demais. Estávamos em um boteco, eu e Fernando. Ele, cantando a musica que tocava totalmente desafinado. Eu, dando meus últimos trocados para o homem fedido do caixa.
Em uma mesa, vi um homem. Cabelos pretos, barba rala, olhos profundos e baixo. Tocava algum instrumento. Pois tinha um comportamento musical e decidido.
A musica que tocava era Angie " R.S" . Uma de minhas favoritas. Havia bebido demais, novamente disse á Fernando. Ele que detestava o homem da mesa ao lado, conhecido, pois tinham confusões literárias, trocava olhares fatais. Enviava e não recebia nada em troca. Isso o deixava totalmente irritado.
O "homem da mesa ao lado" estava acompanhado. Não olhei para a mulher... Somente sei que o homem precisava de mim, e eu. Preciso dele.



Fernando viu que olhei para ele. Por isso, veio tirar satisfações. Meteu um tapa em minha cara. Desgraçado, ainda me bate.



Tudo ficou preto. Deus, não quero mais ver o Fernando. Longe Fernando.. Longe de mim!


* Para alguém... Só não sei porque. Esse alguém tem alergia ao amor.

Aroma.




O mundo anda! Por que não giraria?



De manhã tenho o olhar tão perdido e o aspecto tão morto... Caminho pela casa e nada vejo! Meus olhos, eu. Onde estou?!



Conheço ainda a natureza? Conheço a mim mesmo? Depois de um tempo, os superiores comentam: - Nunca vi fazendo tal coisa! -. Mas o mundo anda! Por que não giraria? Precisamos de audácia. Precisamos do "novo".Cumpre se submeter ao batismo, se vestir, trabalhar!Às vezes sinto que não me conheço, não conheço quem vive comigo, diariamente. Quem é aquele que chamo de irmão?! Segundo Rimbaud: Rápido! Existem outras vidas? - Não fiz o mal. Os dias me serão leves, o arrependimento, poupado. Não terei as torturas da alma quase morta no bem, de onde sobe a luz severa como dos círios fúnebres... -.Mas o relógio não conseguirá dar senão a hora da pura dor! Preciso de ajuda. Soluções. Há outra forma?
... O perfume que sinto penetra minhas glândulas, de onde vem? É tão atrativo que não só eu sinto. Caminhamos em torno de uma flor e decidimos arrancá-la. É tão linda que atrapalha a visão do mundo. Mais bela de todas. Vamos compará-la a uma que está na praça já há duas semanas. Nada igual. As diferenças começam no perfume e na cor. Se já sabia, para que fazer isso de novo?
Tenho alergia á perfumes. Maldição... Sendo que a palavra que mais me chama atenção é “aroma”.
Tento conversar com uma senhora. Mas ela não escuta. Preciso de informações sobre a flor..
Saio da praça com a mais bela das flores em mão.
Sinto pena, dor, frio e o nada. Deixa o momento mais agoniante possível. Carrego um bloco de anotações em mãos. Anoto:
“No décimo dia, do décimo mês. Tenho em mãos a mais bela das flores, mas como não tenho informações vou joga-la ao chão. Já me privilegiei em tira-la de suas raízes”.
Caminho e o cheiro da bela flor ainda esta em meu corpo. Sendo assim, permanecerá comigo até o fim do dia. O dia mais doce de minha vida;
É apenas uma flor...









Melancolia.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Estamos em um jogo. Venha até aqui.

Está perto, mas tão longe.. Situação: O tempo, demonstra que vai chover. Como em meus olhos, demonstra. Posiciono minha mão na janela. Sinto um vento. - Sim, chuva! -. Pouco depois, esquenta. Pois alguma mão tocou em mim. De quem será?! É um jogo, você some e reaparece. Façamos tudo, como cão e gato, assim, dia e noite. Somos preto e branco. Mas há algo em especial. O jogo não termina, será eterno. Não seguimos as regras. É uma tensão que faz de tudo, melhor. Era mal, irônico. Mas é o jogo. Ficarei aqui pouco tempo, te esperando. Você não sabe o que sinto. E nem sabe por que estamos assim, nesse jogo arrebatador, que difama até os mais sábios. Com poucas palavras, seus sorrisos fazem de mim algo especial. ''Aprendi a ser frio, assim como você aprendeu a me ignorar. ''
Vou te esquecer, pois você me esqueceu. Prometendo algo que pode não ser verdade. Se quiser voltar a me ver, sentir minha infantilidade. Sinta o poder do chão.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sinto como hoje.

* Ao meu avô. Sinto sua falta.

Escute...



....




É ele! Aos seus lugares, posição!


Foi assim, tudo começou ao te ver, seus olhos amarelos e estranhos. "Gosto do "estranho", não, gosto é de perigo, de SUSPENSE".
* Segurei sua mão com dor, imploro desculpas, te sinto...
Seus olhos se fecharam e sua alma subiu. Para onde não sei. Cheguei quando já estava pálido, desabei. Chorei, chorei, chorei...
Todos choravam, era querido por todos, seu gesto simples e lindo. Querido, sentirei sua falta.
Escrevo por ti, pelos caminhos que mostrou.
Ela chorava mais, estava rosada. Depois pálida e cada vez mais triste. Deus, até quando?!
E assim, a dificuldade da falta estava apenas começando.
Á um lugar melhor?! Não sei... Queremos estar bem, como você...
Relembro as ferias de Julho, se não me engano. Falava com dificuldade. Palavras sábias, como ninguém mais vai dizer. As palavras que me ensinaram tanto, com cautela. Dizia que me amava. Começou á dizer isso quando descobriu sua doença. Te admiro tanto. Ele sabia quando iria nos deixar.
Sua risada, á nossa chegada. Seus abraços fortes e acolhedores. Deus, como era bom... Agora não tenho mais, somente lembranças, mas boas.
Os beijos que dei em sua testa quando se deitava na cama. As piadas que contava.
Ouvir sua respiração ao dormir.
Churrasco como o dele ninguém faz. Tem um gosto especial. Seria amor?
Sim, só pode.
Avô, esse é pra você, nessa melancolia em que me encontro. Te lembrar me enche de alegria. Obrigado por tudo.
- Estão puxando a cadeira... *

... Um pequeno texto, mas o amor que sinto por ele, não pode ser escrito, somente sentido. Avô, vovô, vô.

Nada, tudo, nada, VOCÊ!

Percebo que nada sou, sou um "nada tudo".
Nada, ao seu mundo e tudo, ao meu mundo. Lógico, sem mim, "meu mundo" não existiria. Olho em seus olhos, uma troca de olhares fatais. Penso em frases que li em "Tristessa". Oh Deus, como pôde escolher o outro caminho... Nada, ao seu mundo, á Terra. Tudo para mim, para algumas pessoas, poucas.
Percebo que sou o "nada". Mas para mim, o nada é tudo.
Caminho pelas ruas, com rapidez. Tenaz. Tenho um ponto fixo. Preciso do "tudo" . Todos querem o "tudo". Eu não, quero você. Apesar, quero sim o tudo, meu tudo e você!
Por isso que caminho, você caminha?!
Teus olhos irritados, o som de sua voz, demonstra Tristessa.
Meus caminhos trilhados. E que ainda vou trilhar... Só enxergo você; Só deixo Tristessa.
Te sinto e escuto em todos os cantos. Ainda chove.
Ainda chove.
Ainda chove.
Apesar de nada, o tudo ainda existe. Mas chove, dentro de mim, o tempo já mudou, eu continuo a mesma, chorando, cantando, sorrindo as mentiras.
Somente sorri para te ver sorrir, escutar a sua voz. Te quero de volta.
NÃO! Te trocarei pelo tudo, mas as pessoas na rua ainda não olham em meus olhos. Malditas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Original.


Subo em seus sapados, não vou te deixar ir.


Fique, fique aqui! Te peço!


Não me deixe...


Então... Pelo menos, não me odeie...


Palavras de fé, de ódio, amor e sedução.


Tenho um coração que pode estar esfacelado... Te sinto, te quero, te desejo...



Agora, um "alô" da queridinha revoltada.
Ainda tens um sonho seu verme? Vá fazer companhia a ele. Imagine, tenha ideias bestas, que vão direto ao fogo, meu fogo, vou te queimar. As vertigens, coisas estranhas... Se odeie. Se odeie.
Ninguém te dá valor, todos querem grana, ouro. Te usam, abusam.
Cante, cante!
Não cura... Imagine "idealize" que você não vale nada. Imbecil! Como ainda fica feliz em meio de tudo isso?! Governos corruptos, africanos "não só eles, olhe com cautela ao seu redor" morrendo de fome!
Motivo? Gananciosos coloniais!
Quem paga? As crianças que não pedem pra nascer, os pais... Que só sofrem... E morrem aos poucos. Aos pouquinhos... De fome, de sede, de tanto trabalhar...
A morte é a melhor invenção da vida... Tira todos desta sacanagem.
E a pessoa que você pensa que se importa com sua carne e seus ossos, no fim não existe.
Tenha paciência, uma pequena paciência.
Caminhe pelas ruas, abuse da diversão.
Conheça a maldição, o ódio.
Mas tenha paciência.
Um dia, o pior some, a morte chega, e o sonho pode ou não se concretizar. Mas não viva dele.
Como Fernando Pessoa. " O lago nada me diz, não sinto a brisa mexê-lo". Nunca ouvi nada do lago, mas também, ele nada sentiu as tantas brisas que o enviei. Tá... "Algo" faremos, uma mensagem deixaremos, e enfim, algo iremos retirar." Por mim, não quero ressuscitar" Desta droga que consome meu tempo. Meu pequeno vicio.
- PERDEU SEU TEMPO LENDO ISSO, eu, perdi meu tempo publicando isso.



* Para minha segunda pessoa, a vergonha. Obrigado por estar ao meu lado, todo esse tempo.



... Beijos da gorda.












sábado, 15 de outubro de 2011

Divisão, confusão.

Quem é essa que passa por aqui? Quem dorme em minha cama? Quem veste minhas roupas?


Sinto que me encontro dividida entre dois lugares, tão iguais.


Não falte.


Te pedi, não deixe.


Mas foi...

" Se quiser que eu evapore, é só falar".
Venha até mim, agora. Estou esperando.

Tempestade fora e dentro.

Lá fora chove. Dentro de mim também.
Chovem lágrimas, pecados e dores.
Pecados?!
Lá fora faz sol, dentro de mim não.
Continua sempre a mesma coisa.
Como continuo sempre admirando as mesmas pessoas.
Você não. Você muda conforme os atos...
Se digo que admiro alguém. Admiro para sempre.
Lá fora chove, faz sol.
Dentro de mim é sempre o mesmo. Ou não?!
Chove, dói, arde, palpita, pulsa.
Te sinto, sinto seu cheiro.
Quero mais, quero menos.
Aqui dentro chove, lá fora não chove mais.
Venha, vamos apreciar a tempestade, prefere lá fora, ou admirar a tempestade que ocorre dentro de mim?

Pequeno, mas forte.

Eu caminho e sinto a velocidade das noticias ao meu redor. Passo pelas pessoas e sinto que me miram, que sabem de tudo. Parasitas enlouquecidos, desejam algo de mim, mas não posso ceder. Continuo, tenho um destino. Ou não?!
Em cada canto que piso, deixo minha marca. Não quero passar em vão... Alguém vai sentir falta de mim?! Me perguntam, eu pergunto... É frequente!
Vamos buscar a felicidade, todos juntos. Vamos parar com perguntas ideológicas. Deixar esses questionamentos pra traz. E viver. Viver intensamente. Buscar a felicidade! Admirar o simples, sentir mais intensamente.
Viva comigo, não quero viver só, ninguém quer. E se é, deseja não ser.
Sinta falta.
Sinta a dor, mas a deixe pouco depois...

In the dark it ...

http://sheilatalgatti.tumblr.com/

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Selena e Helena. Elas não falam!

Helena, você deve ficar bem.
Vou tomar banho.

Depois do necessário, entro no chuveiro, sou Helena, sou Helena, sou Helena, sou Helena?!
O chuveiro me faz pensar.




As gotas começam molhar meu cabelo.
Droga, hoje não deveria lavá-lo.

Helena fui até ontem. Mas é assim que todos me nomeiam.
A cada dia, sou alguém. Ou não?!
Helena é feia, Helena não gosta de quem é.
Helena deseja ser Selena.
Selena deseja ser Helena.
Helena caminha pelo banheiro chorando de ódio e pavor.
Selena liga para Helena no momento que encontra rastros de sangue no quarto.
As duas moram juntas. Mas não falam pessoalmente.
Helena depende de morfina.
Selena depende de amor.
Helena não come. Deseja ser leve, para voar.



Deus, desejo que me veja. Ele não escuta.
Ele é triste, como quer. Como deve ser.
Somos tristes, estamos tristes hoje.


Selena e Helena se odeiam.
As duas vão morrer juntas, dividir novamente o apetite dos vermes.
Helena vai morrer triste, pois não voou, como uma borboleta.
Selena vai morrer sozinha, sem amor e ser ternura.

Mas vão morrer.
Como em 'Tristessa' Nascidos para morrer.

Degustando letras.

http://sheilatalgatti.tumblr.com/

E eu caminho novamente, a casa escura, como o meu ser, como toda a minha mente e meu coração.
Desejo que passe, mas não, se passar, passará. Tudo deixará de existir, e esse tudo é o que me resta. Meus atos não correspondem ao desejo total. Que fazem parte do tudo, o tudo que me resta.
E eu escrevo com dores, angústia. Viro e vomito tudo. Novamente o tudo sai. Mas não, ele parece angustiado, como eu.
Me chamam, grito, mas não escuto minha voz. Onde está?! Cadê o som?!
Deixei em uma escada. Ultima vez que falei. Cada palavra em um degrau. Passo os dias nela, colhendo letra por letra. Desejando que o mundo mude conforme meu ideal. Ideal que eu sigo, mas somente eu. Passo chorando e relembrando momentos que não voltam mais.
Cada letra lamentável que enfio com força em minha boca, que me fazem babar de emoção. Fico satisfeita com poucas comidas gordurosas. Vomito em cima de você. Sento novamente em um degrau e espero. Espero comer mais letras.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Fechado.

E como foi-se dito... A breve temporada, foi breve...
Caminhamos juntos, pensamos juntos.
E com criatividade, produzimos juntos.
A breve temporada, foi breve.
Ou não?
Fiquem com algumas "obras" se assim chamadas;
As obras, que juntos produzimos.
Gracias" por todo apoio.
Obrigado, por esse acompanhamento.
E enfim. O fim chegou!
Adelante...

Um erro e uma ameaça.

Ei, não se meta comigo! Tenho amigos, tenho família. Tens algo? "Tenho duas personalidades, alta concorrencia e tenho a "perca" de admiração por ti."
Em menos de pouco tempo, a transformação acorre aos animais que se adaptam ao ambiente. As presas, logo desistem de procurar alimento e perdem a vida. Pouco a pouco.


''É tudo questão de pensar positivo, você é do tamanho do seu sonho amigo.'' Alguns definem.. Sonho... Outros definem como "ideal á ser alcançado" Mas eu não tenho... Imagino não ter ideais... Creio não perceber. E choramos.
Choramos por brigas, medo, sentimentos, alegrias, sensações, por pessoas, por amigos, por objetos, por tantas coisas. Que poderia uma pessoa chorar a vida toda... E se é assim, é bom?

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Caminhando com as mãos...

É demais " de menos, em minha opinião" a novidade de um novo local para encontros burgueses, crianças lado a lado com a luxuria aprendendo com exemplos mesquinhos o ideal de vida social.
Não coloquei os pés, pensei em visitar, acompanhei a construção do centro comercial "lucro minha gente!" Comprem, gastem seu dinheiro suado "quem sabe... De outra forma"... Aumente o nível e dificuldade social! Façam crianças sofrerem, principalmente os pais! Continuem enfiando nosso dinheiro em palmeiras de enfeite! Engordem crianças...
Vivo ainda neste quarto, desde criança, e aprendi da pior forma o que é dinheiro... Da onde vem... "agora, as crianças vão é fazer mais birra, o som será choro, a visão lágrimas. O sofrimento, o coração dos pais... "
Lá sim, encontro o ideal de ditadura... Lindo lugar, enche os olhos. Pelo que vi por fotos... Mas o local é cercado por uma bolha de "interesses comerciais". Compre doces, produtos, COMPRE! Sinta a vontade.
Claro, o bom berço passará boa parte da vida cercado de riquezas. Mas e os outros?! Oh Deus, isso é Chapecó! Vamos crescer! Gaste, quero é a visão, audiência de produção! Grande mês 10.
Sim, temos diversão... Vamos ao Shopê?

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Sonho não existe.

Tentando passar um ar de desespero... Tomara que passe.
Ei você? Tem um sonho?
Se chora perante desilusões pare agora. Essas merdas só servem para prejudicar. O "sonho" é um ideal de felicidade. Mas ele vai morrer junto com você. Conversar com os vermes e sorrir em fotos de família.
O necessário é um barraco pra morar e pão pra comer. O resto é luxuria. Levei muito na cabeça, paus e paus. Estrelinha POP, depois disso, sonho é não ter vontade de cortar os pulsos ou ver uma droga de corda na minha frente.
Em vez de realizações possuo um sexto sentido agora. O sexto me diz que nada vai dar certo, e você não vai virar o jogo, vai viver sempre naquele barraco, a musica agora é uma droga, e ela separa você. Procure não chorar agora, ilusões, ilusões, ilusões...
Apague as porcarias, os vestigios que sobraram, tire o pó. Você não passa de mais uma pessoa neste mundo. Só disso.

sábado, 1 de outubro de 2011

Um novo "recomeçar".

Começamos desde cedo aprender a apagar o fogo, fazê-lo e viver da forma "ideal". Mas qual é o motivo de tantos ensinamentos? Deveríamos sofrer em pró de que?
O dia chegou, foi ele o mais esperado de uma semana turbulenta. Realizamos as tarefas diárias de uma forma desgastante. As coisas do mundo não estão aqui por nós. Mas nós por elas.
Quando a poeira resolveu baixar, e repousar em seu lugar. Percebi que cada objecto permaneceu ali. Como a palavra "Vietnã" que ousa ser escrita errada.
Claro, um dicionário é grande companheiro em produções textuais.
Qual o problema dos meus olhos? Qual a dificuldade de saber onde os móveis devem ser colocados, quando a poeira deve ser limpa e tocada para recomeçar a vida?
Poderiam os planos familiares intervir no "destino"? Aqueles que ousam cair em dias importantes propor qual a prioridade\desejo?
Pois bem, sou uma pessoa profissional em "tomar nos dedos" e que adora errar. Suponho que não sou a única que tem um passado oculto. Ele permanece dentro de nós. É uma "mancha" que reflecte o nosso ser presente e futuro. Faça dele uma reflexão preciosa. Aquelas que interferem de uma forma clara e única. O passado é feito para isso, aprender e utilizar de uma forma sábia.
Aprenda utilizá-lo. Assim como aprendemos que o fogo queima... E queima mesmo.