quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mudanças

Se por acaso tudo começar a girar, e a pessoa em que você confiar mudar... Mudar em relação ao que você é, você pode ser e será. Tudo não passa de uma miragem. Ao longo de uma floresta densa...
O mesmo ocorre quando se sente sede de revolta. Você permanece intacta. Vê que não é o suficiente para todos. Tornar-se indiferente é o desejo. Ou correr para longe... Fazer a maior besteira que mudaria sua vida para sempre.
Eu nunca disse adeus. Passe um século, dentro de cálculos e livros que não apresentam nenhum sentido.
Sua presença não faz diferença, suas palavras absurdas também.
Ele quer "UM" caminho diferente, não você.
Perdeu tudo, não se conhece.
Perdeu tudo, mais ainda.
Está perdendo tudo.
Não lembre de nada, somente fique esperando...
Que melancolia, que desejo de mudança. Qual o sentido de tudo aparecer assim, em tão pouco tempo. Desejar que tudo mude faz parte, mas em que tempo?
A areia tocava meus pés. Nós dois antes estávamos juntos. Parecia que enquanto caminhávamos havia uma grande preocupação em seu rosto.
Comecei á fazer perguntas, suas respostas eram sempre as mesmas. Mas argumentava com uma razão e certeza...
Um caminho difícil... Sua vida é surpreendente. Uma admiração que enche os olhos e a mente.
Tinha um amor incondicional por estradas diferentes. A minha, é insensata e reta. Não pelo gosto, desejo. Mas sim pela realidade.
Se fosse por desejos...
Durante o caminho que seguiamos, aparece uma velha conhecida. Que pega a direita. Ele faz um sinal de espera.
Sem a menor consideração, diz que deseja ir junto. Tem seus motivos, que permanecem ocultos.
Com o maior desgosto, digo que siga por onde desejar. Ele, com sua vida. Eu, com a menor vontade de o largar.
O caminho faz de tudo irreal. Faz dos sonhos, pesadelos... Faz do desejo de rir, lágrimas que escorrem pelo rosto, com uma expressão mais que triste e dolorosa. Sigo reto, pensando no pouco pedaço de terra que pisamos, ou seria areia? A memória difama!
Olho em minhas mãos, vejo gotas de sangue.
Fazem dias que não como. Encosto com a ponta da língua neste sangue. Doce, muito doce.
Sou intocável. Uma maldita que circula por estes caminhos sem fim. Aquela que não troca de humor. Está sempre esperando aquele canalha na porta de casa. Com muita disposição.
Perguntas e desejos não são realizados.
Esqueça desse curto espaço de tempo...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Finalmente, a temporada deixou de ser BREVE.

- Peço somente que fique entre nós, somente entre o sentimento e a dor, que caminham juntos, pelo Setembro mais doloroso de minha vida. Setembro que chamo de MENTIROSO... Pois quero somente acreditar, que estou dormindo em minha cama... Após varios minutos de conversa.
Como dormimos com a "grande" felicidade, e acordamos em um mundo que desejo chamar de irreal?
Tudo caiu, a vontade, a realidade e a segurança... O que era exemplo, tornou-se medo, euforia e a pior atitude...
Essa breve temporada, de dois anos. Já está em um caminho diferente.
Ele apareceu nervoso... Disse que não havia nada á ser falado, tratado. Somente disse que era a minha nova realidade. Você deve ficar, e eu me vou.
Não há mais amor, entre nós. Foi a vida, geramos uma, que chamamos de: Você. O trabalho foi feito. Agora já tens idade suficiente para se virar sozinha. Vou largar as duas. Sumir...
E a intrusa ri, pensa que não é culpa dela.
Quem irá me largar primeiro? Merda de artista, merda de sentimentalismo.
Me largo para a vida, se devo cuidar-me sozinha... Vou conhecer, agora sim. Vou ter aquela droga de realidade bem presente, em frente aos meus idiotas olhos azuis.
Se tudo se acaba assim, vou ter vontade é de acabar com tudo. Bando de sem reações. Parece que o punk voltou á tona.
Ou sempre esteve correndo pelas minhas veias?
Desejo que isso não ocorra, mas existem loucos. Loucuras que nos fazem sofrer, sofrer e sofrer...
Eu luto para "não", eu corro do "sim"... Com as informações que tenho, será que serão somente dois conhecidos?!
Mas não, novamente... Quero correr para longe!
Correr para ti! Que dirá um não, me rejeitando. O terceiro da história...
Sentirei falta dos devaneios, mas não posso deter meu sentimento mediantes as palmas, que são para ti... Palmas que recebe todos os dias de meu coração.
Maldito coração!
Mas aquele que chamo de pai, não será mais encontrado. Como eu. Que quero mais é sair daqui. Somente se conseguir ficar junto á ti. Meu novo pai. Pai que poderei chamar de padrasto, ou "admiração plena e forte". Para sempre...
SUA admiradora, filha e futura desconhecida.
ALGUM DIA CHAMADA DE NINA, MAS AGORA NÃO SABE SE É ...
Uma imbecil, por acreditar que seus "desejos" existiam.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A verdade é que não há verdade...

MEU QUERIDO.
Fugi de casa hoje. Pela manhã. Acho que nosso relacionamento acabou há anos. Depois que vi você com a vendedora de produtos de beleza.
Maldita vendedora... Desejo que os produtos causem uma alergia incontrolável. Quando á vejo, penso que é um palhaço e que o circo chegou á cidade.
Mas preciso pensar em mim de agora em diante.
Se você está com ela, fique bem... Mas eu já fui. Deixei de te amar há muito tempo. Você começou engordar, tornou-se relaxado e fútil. Encontro lixo por toda a casa!
Sinto saudades de quando tu tinha 30 anos. Quando saiamos para beber, e aturávamos juntos as dores do dia seguinte. Começamos isso cedo. Quando eu tinha quase 15 anos, você, era mais velho.
Conseguimos vencer a fúria de minha mãe, mas pouco á pouco você conquistou o coração dela.
Estou relatando nossa vida. Para que todo esse tempo não passe em branco, sem uma "recapitulação".
Saiba que guardo todos os momentos em minha grande memória.
Desvendei cedo o maldito bar. Os seus amigos inúteis. E a vida que há longe deste centro burguês;
Saiba querido que não me arrependo de nada! Que todo aquele tempo de visitas, e de esperas para te encontrar nos estudos, foi tão delicioso.
Entenda, que sou ciumenta. E que não há razão em ficar brigando por uma vendedora de cosméticos. Ah, vida.
Encontrasse para te sustentar, uma garota mais jovem... Tu já está indo...
Senhor...
.
.
.
.
Lembra da noite, em que compraste a bebida mais cara do bar da esquina?
E que saímos para beber no banco da praça?
Esta foi a noite mais dolorosa e divertida ao mesmo tempo. Espero que não realize esses planos com ela.
Pois é só nosso.
Nossa ultima conversa... Pois estou indo para longe... Muito longe. Preciso afogar as magoas. Escrevo esta carta no mesmo bar. Deixei aqui, a continuação.
DE SUA ETC...
ELIZABETH BENNET

sábado, 24 de setembro de 2011

De controlada, para controladora!

Vivo por um rei, que "reina" sobre mim. Mas meu "rei" é maldoso. Ele me controla e controla meus companheiros. Ele mente, mas ninguém percebe. Claro, eu percebo... Mas fico em silêncio...
Seria ignorante de minha parte sair da "comunidade".
Meu rei, faz coisas que a população certamente aceita, sem questionar. Pois seu maldito poder, faz da massa, que não possui nem um pingo de censo critico, cega.
Não sou cega, tenho medo.
Sou velha para "certas" coisas.
Mas quem não tem a capacidade de ver isso? Ver o "rei" mentiroso, ver que tudo não é por acaso, ver que é possível existir o destino... Mas que ele pode ser mudado, conforme você deseje.
A mentira existe, ela sim faz de você que vive em ideais aproveitadores, sendo controlado por imbecis, um imbecil...
Não quero viver por um rei, mas vivo. Vivo pois tenho medo de mudar. Vou me tornar má, passei de "controlada" para uma "controladora". Vou mentir, mas ninguém vai perceber.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Luz

Uma luz distante.
Apagava-se pouco á pouco.
Era simples, mínima.
Mas ainda estava viva.

Um pequeno vestígio, como minha passagem pela terra.
Aquela luz forte, de inicio... Apagou-se.
Tentei a manter viva por todo meu caminho, mas aclamando-se ... Denominando-se.

Se um dia por acaso, você encontrá-la, procure pelo número de identificação!
Não á roube... Por favor...

Um dia á pendurei em uma árvore.
Outro dia, posicionei em uma janela.

Quanta atenção chamava...
Minha linda luz...
Nunca descobri do que é feita!

Já levei para intelectuais.
Nenhum descobriu!
Maldita luz, apesar de linda, é cheia de mistério...
Mas sempre falam que o mistério chama atenção...
Atrai a curiosidade dos cavaleiros errantes.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Esperando na janela.

Tenho uma janela.
Nela, tento observar o mundo.

Como poderei fazer isto, se é somente uma janela?

Não posso sair, devo retirar o máximo de informações dela...

Posso ver as pessoas.
O comportamento delas.

Posso ver as plantas...
O ciclo delas.

Posso ver os animais...
A sobrevivência deles.

Tenho algumas informações.
Anoto tudo em um caderno.

Fico maior parte do tempo observando as pessoas que passam pela frente de minha janela.
Elas me olham com desprezo.
Sentem medo me mim, me observam com cautela.

Acompanho o dia de todos, o horário de saída e entrada. O tempo que retiram para o almoço e compras. Começo ter ideias para um novo trabalho.
O que pensam de mim?
Sou tão desocupada? Ou aproveito a vida de uma forma diferente...
Então, os poetas são parasitas para ti. São preguiçosos e aproveitadores.
Mas lembre-se... Agora sei onde mora, sei de todos os seus horários... Um poeta utiliza da imaginação...
Poderia dizer que nada aconteceu...
" Tô te esperando na janela aiá... "

Meu rádio velho.

Ligo meu rádio.
Começo procurar algo.
Musicas miseráveis, gente miserável.

Uma musica que "presta". Duas, três... No máximo.
Me sinto cada vez mais afastada "disto".
Aquele censo popular faz de minha gente frenética.

Poucos, somente eu?
Tenho medo é de mim, de minha capacidade.
Diferente de você.

A cada dia da semana...
Vivo o prolongado!
Procuro respostas, procuro o ponto final.
Ai sim, vamos juntos definir e contar os vermes do chão.
Vamos juntos conjugar o êxtase...

Barulho atordoante.

Que barulho atordoante.
Feche a janela.
Esconda a luz.

Meu reflexo provoca modorra.
Meu pensamento dói!

Penso em parar de pensar...
Mas o pensamento não para de doer.

Procuro uma corda, piso na mesa.
O "objeto" que envolve meu pescoço é áspero.
Pulo em direção ao nada, como uma criança faz ao sentir a presença da mãe.

Falta ar.
Falta vida.
Faltam respostas...

"Mentalmente" falando...

Olhe aqui!





Não... Estou concentrado, encontre meu êxtase!

Ainda estou aqui... Me olhe!




Pare...


Ficarei aqui, até o fim.



Então, uma rápida troca de olhares ocorre.






Ele não olhou, acho que está aborrecido.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Atravessando barreiras.

Barreira indestrutível.
Irmão invisível.
Estava aqui esperando, seu ego previsível.

Mas um dia se apagou.
Seus olhos escureceram.
A noite fria passou, meu instinto prevaleceu.

Tenho sede de ti, sede de mais.
Gira
Gira
Gira...
E se desfaz.

Caminho novamente
Vejo mais uma barreira.
Ficarei esperando
Ficarei na espera.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Un nuevo camino...



Para sempre.

Pensei que era verdade. Mas estava tudo acabado. Há muito tempo, faziam dias. Em pouco tempo o mundo muda. Ele gira e cai sobre meus pés. Como laranjas podres e "macânicas". Que em um dia caem. Começo a gritar, seria raiva? Seriam os dias perdidos. Seria pelo que? Por quem? Meu mundo está com um ar podre.
É o fedor de sua existência. O fedor de suas palavras, seus atos.
Meu mundo agora é abandonado, vejo que ao meu redor, tudo se vai.
Mas não me engano, sempre foi assim, já nasci ignorada. Não me queriam, pois sou fútil, cresci fútil. Não mudo.
Não percebia, mas era acompanhada por certa "obrigação"... Meu mundo sempre foi uma laranja. Sempre caiu, mas agora está apodrecendo. E um dia cairá novamente ... Logo.
Assim caminho pelos cantos, vivo com certo nojo de pessoas ao meu redor. Faço por obrigação, por medo e sonho de gratificação.
- Certamente você está cercada de pessoas que te adoram. Olha o drama.
Sou tratada como "diferente" em minha família. Pelas minhas conversas cabeças...
Mas querida família! Chegou o dia de colocar as palavras em dia!
Sua glória divina! Sua crença em um ser superior ás fazem esquecer sua falsidade, seu medo do mundo, vocês não desvendam os subúrbios, os cantos dessa vida. Olhem a situação. Agora eu sou a ovelha negra. Pois bem, me encanta o negro, o preto! ME ENCANTA ESSA POSIÇÃO! Mas ainda sobra respeito, temos o mesmo sangue. Que fique assim, adoro ovelhas;
Parte da familia... Cuidado com as generalizações...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Os olhos de uma criança.

Caminhei sobre seus braços, descobri novos horizontes, sonhei, tudo com os olhos fechados.
Desvendei as entrelinhas, as pequenas letras, no escuro, meu escuro.
Na noite negra, que mostra seus defeitos, suas ambições.
Mas tudo isso se foi, após sua voz calar.
Quem me dera ressurgir das cinzas, viver perante ti novamente, nascer depois, nascer antes. Uma criança, com meus atos dolorosos, calorosos os e inexperientes. Chega, e domina meus sentidos, seus olhos atraem, para o fundo de sua alma, como se fosse uma porta... Para onde? Não sei, mas é.
Agora que vou descobrir.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Gato liberal.

Penso nas revoltas como uma forma de alucinação. Aquela nóia, e parte do arrependimento.
Nas sugestões e nas ideias. Na massa e nas nomeações.
Meu gato é revoltado... Sofre racismo.
Convive com brancos. Mas em parte, fica no seu canto, é liberal.
Escrevo sobre meu gato? Sim.
Ele que acorda todas as manhãs. Para me acompanhar no café. Adora garantir minha segurança. E é principalmente ciumento.
Meu gato vive na melancolia, tem uma amor incondicional pelo seu dono. Trocaria alguns humanos por ele. Por seus olhos amarelos e sua chatice emocional.
Nós dois sofremos preconceito. Cada um em seu canto, dividindo dor.

Um passo.





Dois passos...





Olá, amigo.





Sorria, isso passa.





Não ligue, é o fim.





Estou aqui, querido.





Coisa momentânea.
Dor passageira.





quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Noites de agosto.

Sentia o cheiro de café, meu pequeno vicio. Reluzente e extremamente delicioso. Dificilmente saio correndo em busca de sua atração. Xicaras, mais xicaras, completam minha mesa, posta rapitamente.
Estava deprimida, meramente jogada sobre a mesa.
Ai de mim! Pensava em ti, em seu sorriso...
Porque está longe? Porque não está aqui, ao meu lado, dividindo café?! Consigo ouvir sua voz... Estou dependente de tí... Mas aqui vamos.
Penso em escrever, mas faço isso a dias. Tédio cafona... Fico arquivando textos que fazem parte de minha vida, sinto que não devo publica-los. A musica, pela qual vivo, já me estressa. Percebo que não faço nenhum sentido. As coisas que mais gosto se afastam lentamente. Nem choque recebo mais.
Meu corpo não aguenta. Passo dias e dias interpretanto algo que não sou.
Mas faço disso uma nova forma do "correto". O desconhecido vigia meus passos. Você não sabe o quanto espero a hora certa, espero a hora de voltar a viver. Mas ela não chega. Meus impulsos não param... Controle... controle... controle...
Uma noticia, uma noticia...

Atual diversão.

Penso que seria para mim, uma grande novidade. Mas sinto revolta e dor.
Sorriso falso, invenções falsas. Revoltas verdadeiras. Caminhadas longas, sentimentos medíocres. Sensações estranhas.
Palavras, sons e estilos. Irradiando a ocupação essencial.
Adiante, sem parar. Quando menos penso, os olhos dominam o que seria extremamente proibido. Mas é. Infelizmente é. Pense, pare, reflita! Talvez seja melhor parar por aqui, nem mais uma palavra, nem mais um instante de preocupação. Livremente as peças se encaixam. O tempo, inimigo, amigo, rival?
Seu passado, meu presente, nosso futuro. Minhas canções, somente minhas. Suas musicas, minha floresta proibida. Nossas diferenças. A diversão desta grande e vasta implicância presente. Adivinhe o que penso e o que deixo de fazer. Seria uma grande descoberta? Mas agora já foi.