quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Me largue.

* Para o pouco tempo de ódio em que foi produzida esta obra. I'm OK. I miss u.

Ele não tem reações, mas percebe que quero. Abraço com força e sou deixada, sim, "me largue, me largue". Saio caminhando rapidamente, com lágrimas nos olhos e tristeza. Adeus lugar devastador. Correndo pelas ruas.
"As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar." (Leonardo da Vinci).
Assim, caminho pelo sol quente que queima minhas lágrimas. Não sei me controlar, irritante ao máximo, preciso de você aqui.
Deixo a cidade o mais rápido possível, quero apagar esse ato de minha vida. Entro em um beco sem saída e deito no chão, as lágrimas não param. Chega Fernando. Entro em desespero.

*

Me pergunto o que realmente está acontecendo.
Essas lágrimas não são minhas. Fiz curso de teatro durante muitos anos e nem sei quem eu sou. Meus dias passam e até hoje não sei quem é aquela garota, ela deu os lábios, mas por quê?
Antes, depois, agora. Pessoas diferentes em um mesmo corpo. Chego a pensar em bipolaridade! Minhas risadas e meus atos são deveras falsos. Hoje não fui eu mesma. "Cuidado com as palavras de baixo calão".
Hoje fui você.
Estou buscando minha verdadeira pessoa que ficou trancada em algum lugar e não tem mais como sair. Deixou toda sua vida em um contado e em todas as coisas alegres que disse.
A pessoa obscura, que pode ser forte e calma. Mas com ele por perto, precisa de algo mais.
“Largue-me, me largue, me largue agora.”
O ódio chegou a uma velocidade e em uma escala sem precedente, será difícil perdoar algo em que afundei minha cabeça e meu coração.
- Não vê quanto eu preciso de um espírito aqui?!

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