terça-feira, 18 de outubro de 2011

Sinto como hoje.

* Ao meu avô. Sinto sua falta.

Escute...



....




É ele! Aos seus lugares, posição!


Foi assim, tudo começou ao te ver, seus olhos amarelos e estranhos. "Gosto do "estranho", não, gosto é de perigo, de SUSPENSE".
* Segurei sua mão com dor, imploro desculpas, te sinto...
Seus olhos se fecharam e sua alma subiu. Para onde não sei. Cheguei quando já estava pálido, desabei. Chorei, chorei, chorei...
Todos choravam, era querido por todos, seu gesto simples e lindo. Querido, sentirei sua falta.
Escrevo por ti, pelos caminhos que mostrou.
Ela chorava mais, estava rosada. Depois pálida e cada vez mais triste. Deus, até quando?!
E assim, a dificuldade da falta estava apenas começando.
Á um lugar melhor?! Não sei... Queremos estar bem, como você...
Relembro as ferias de Julho, se não me engano. Falava com dificuldade. Palavras sábias, como ninguém mais vai dizer. As palavras que me ensinaram tanto, com cautela. Dizia que me amava. Começou á dizer isso quando descobriu sua doença. Te admiro tanto. Ele sabia quando iria nos deixar.
Sua risada, á nossa chegada. Seus abraços fortes e acolhedores. Deus, como era bom... Agora não tenho mais, somente lembranças, mas boas.
Os beijos que dei em sua testa quando se deitava na cama. As piadas que contava.
Ouvir sua respiração ao dormir.
Churrasco como o dele ninguém faz. Tem um gosto especial. Seria amor?
Sim, só pode.
Avô, esse é pra você, nessa melancolia em que me encontro. Te lembrar me enche de alegria. Obrigado por tudo.
- Estão puxando a cadeira... *

... Um pequeno texto, mas o amor que sinto por ele, não pode ser escrito, somente sentido. Avô, vovô, vô.

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